31 de outubro de 2006

UM pensamento

CHE vive na materialidade de cada ação rumo a transformação da vida de nosso povo!

18 de outubro de 2006

Se eu deixar, não adianta
Se eu baixar, não adianta
Se eu esmorecer, não adianta
Se eu parar, não adianta

Se eu querer, adianta
Se eu tentar, adianta
Se eu fizer, adianta
Se eu gritar, sim! adianta

Olívio 13 Governador

3 de outubro de 2006

hi-tec
na força do vento
a visão é panorâmica
através da câmera no bico
estático meus olhos
e sigo...
sem olhar pra trás
Nenhuma avaliação feita até sábado previra a realidade suprema das urnas. Rigotto pagou caro pela sua arrogância. Achou que o fato de ter sido blindado durante todo o seu governo pela RBS e cia. lhe daria a base suficiente para chegar ao segundo turno, apartir daí, com as adesões de Ieda e Turra, pavimentaria tranquilamente seu caminho para a reeleição. Pretensioso, disse que só tiraria férias para dedicar-se integralmente a campanha no segundo turno. Enganou-se o rapaz. As pessoas deste estado não aprovam governantes sem palavra. Foi assim também com Britto. Rigotto aumentou imposto indiscriminadamente, fechou escolas no interior, mentiu sobre os postos de saúde a cada um km, teve a infelicidade de criar um processo factóide de participação popular, chamado consulta popular, sem falar no desmonte da UERGS, no repasse insuficiente para a saúde... Outro de seus erros foi de não ter clareza no seu posicionamento sobre a disputa presidencial. O segundo turno ocorrerá entre Lula-Olívio e Alckimim-Ieda.

O Partido dos Trabalhadores fez uma campanha limpa, argumentativa, militante como a nossa boa tradição petista manda. No começo sofremos a falta de material de campanha, os desajustes entre algumas candidaturas proporcionais e até a baixa participação d@s militantes. A evolução da campanha mostrou a força enraizada durante estes 26 anos de luta contínua nos movimentos sociais e o exemplo de um governo transformador em nossa cidade. A militância apareceu mesmo bombardeada ferozmente pela mídia. A cada “novo” furo jornalístico com amadorismos dos dirigentes nacionais nossa voz ficava mais forte e nossos olhos transpareciam a indignação e a convicção no bom debate que era travado casa a casa, pessoa a pessoa. As condições materiais também foram supridas. E tivemos em mãos vários tipos de panfletos, embora em nossa cidade o material para cavaletes de Olívio e Rossetto só chegasse a uma semana da eleição. As dificuldades financeiras devem ter sido grandes. Quanto as pendengas entre candidaturas proporcionais, isto é próprio de um partido grande como o PT e importante neste momento é que há apenas uma dobrada pra ser levada até o povo: LULA-OLÍVIO.

E o segundo turno está aí. Se nos atermos aos números, veremos que estamos em desvantagem, pois Lula não atingiu 50% mais um voto e muito menos Olívio que ficou ao redor dos 27% de votos. Pergunto: Donde tiraremos os votos para a vitória? E tento responder: 1. O segundo turno tem todas as características de uma nova eleição, com novas composições partidárias, onde poderemos angariar os apoios do campo mais a esquerda e até alguma coisa do centro, haja visto, Alckimim-Ieda representarem o que de mais reacionário temos na política gaúcha e brasileira. PDT, PSB, PSOL, PV devem ser encarados como possíveis aliados. Dentro de um acordo programático permitindo a contribuição daqueles partidos que estejam dispostos a somar forças conosco sem, no entanto perder a noção do tamanho da sua representatividade. 2. É próprio do segundo turno uma disputa mais “quente” por tratar-se de duas candidaturas vencedoras do primeiro turno. Momento em que não devemos titubear no enfrentamento. Será importante que o militante não desanime na luta pelo voto. A diferenciação entre nós e eles deve ser o fio condutor dos argumentos. 3. A disputa no segundo turno também sucinta uma maior atenção por parte da população. Papel crucial terá os tempos iguais de rádio e televisão, antes eles tinham quase 50% a mais que nós. A linha da propaganda deve ser comparativa/propositiva/agressiva. 4. O combate as besteiras que hoje contaminam o bom debate, como por exemplo: mensalão, sanguessuga, dólar na cueca, na mala, Valdomiro Diniz, Correios, dossiê e tantas outras que a mídia faz questão de superdimensionar deve ser feito com seriedade daqueles que já estão a responsabilizar os envolvidos e como Lula disse um dia “cortando na carne se preciso”. Questões como pedágios, aumento de aposentados, Ford, taxa de juros mais alta do mundo, crescimento baixo devem ser esmiuçadas ao extremo para que não pairem dúvidas sobre as nossas posições referentes a esses assuntos. 5. A crença de defendermos um projeto integrador daquelas pessoas que mais precisam baseado em formas modernas e conscientes de inclusão da população como, por exemplo, o O.P. estadual, incentivos para inclusão da juventude no mercado de trabalho, criação de universidades, abertura de vagas em universidades pelo PROUNI, retaliação a ALCA, fim da dependência junto ao FMI, alavancamento do Brasil como potência mundial entre tantos outros motivos nos dão o combustível necessário para travarmos um bom debate e sairmos vitoriosos.

Travemos o bom debate
Uma boa luta para nós
É Lula lá e Olívio aqui