6 de janeiro de 2008

Editorial Jornal dos Bairros

Feliz 2008!

O ano de 2007 terminou muito bem para o movimento comunitário de Caxias do Sul. Nestes seis meses que a gestão União e Luta está na direção da UAB foram produzidos debates e atividades que colocaram novamente o movimento comunitário como um dos protagonistas das lutas populares da nossa cidade.

A realização do 9° Congresso da UAB e de todos os debates que o antecederam nas áreas de educação, habitação, participação popular, consciência negra, juventude, transporte público servirão de base para a condução das lutas no próximo período. Criando um marco no debate político feito pelos comunitaristas.

A aposta na constituição das regionais da UAB, a volta do Jornal dos Bairros, a realização do Campeonato Interbairros, a Assembléia Geral mais enxuta e dinâmica a recuperação administrativa da entidade, assim como as melhorias promovidas na sede evidenciam o compromisso da diretoria em facilitar o acesso dos comunitaristas a UAB.

As audiências públicas e a luta contra os pedágios em parceria com o Poder Legislativo, a articulação com os outros movimentos populares na luta pela reestatização da Vale do Rio Doce e na jornada nacional de luta pela educação e a grande participação no acampamento da Semana Farroupilha mostram o quanto temos trabalhado para expandir as relações do movimento comunitário com outros setores da sociedade.

Em 2008 planejamos promover mais melhorias na sede da entidade, manter a regularidade do Jornal dos Bairros, aprofundar o processo de constituição das regionais, realizar um Campeonato Interbairros maior e realizar o Concurso Mais Bela Comunitária. Estamos buscando parceiros para realizar, possivelmente em abril, um grande seminário sobre o transporte público de Caxias do Sul. Também estamos produzindo projetos para a instalação de um tele centro de informática na sede da entidade, a confecção de cartilhas e de um vídeo do 9° Congresso da UAB, o registro das memórias da UAB, o cadastro único de sócios e de um curso de formação cidadã para os comunitaristas.

Neste ano que se inicia teremos eleições municipais, onde a UAB quer contribuir significativamente para a participação consciente dos moradores e moradoras dos bairros. Já estamos em contato com outras entidades para promovermos uma campanha de combate à corrupção eleitoral. Além de incentivarmos as pessoas que moram aqui, mas tem seu domicilio eleitoral em outra cidade a estarem fazendo a transferência do seu título eleitoral para Caxias do Sul.

Nas eleições municipais seremos a vanguarda na luta pelo aprofundamento da participação popular. Quanto mais os governantes abrirem mão do seu poder e construírem mecanismos que realmente escutem o clamor popular, melhor construiremos uma cidade com oportunidades iguais para todas as pessoas.

É, 2008 promete ser um ano de muita luta e de muitas realizações. Nós da gestão União e Luta-2007/2009 chamamos todas as pessoas dispostas a construir um movimento comunitário combativo, autônomo e integrador a participarem das atividades da UAB. Dê sugestões, reclame, divirja, debata, somente com a participação efetiva construiremos o que estamos desejando agora. Feliz 2008!

31 de outubro de 2006

UM pensamento

CHE vive na materialidade de cada ação rumo a transformação da vida de nosso povo!

18 de outubro de 2006

Se eu deixar, não adianta
Se eu baixar, não adianta
Se eu esmorecer, não adianta
Se eu parar, não adianta

Se eu querer, adianta
Se eu tentar, adianta
Se eu fizer, adianta
Se eu gritar, sim! adianta

Olívio 13 Governador

3 de outubro de 2006

hi-tec
na força do vento
a visão é panorâmica
através da câmera no bico
estático meus olhos
e sigo...
sem olhar pra trás
Nenhuma avaliação feita até sábado previra a realidade suprema das urnas. Rigotto pagou caro pela sua arrogância. Achou que o fato de ter sido blindado durante todo o seu governo pela RBS e cia. lhe daria a base suficiente para chegar ao segundo turno, apartir daí, com as adesões de Ieda e Turra, pavimentaria tranquilamente seu caminho para a reeleição. Pretensioso, disse que só tiraria férias para dedicar-se integralmente a campanha no segundo turno. Enganou-se o rapaz. As pessoas deste estado não aprovam governantes sem palavra. Foi assim também com Britto. Rigotto aumentou imposto indiscriminadamente, fechou escolas no interior, mentiu sobre os postos de saúde a cada um km, teve a infelicidade de criar um processo factóide de participação popular, chamado consulta popular, sem falar no desmonte da UERGS, no repasse insuficiente para a saúde... Outro de seus erros foi de não ter clareza no seu posicionamento sobre a disputa presidencial. O segundo turno ocorrerá entre Lula-Olívio e Alckimim-Ieda.

O Partido dos Trabalhadores fez uma campanha limpa, argumentativa, militante como a nossa boa tradição petista manda. No começo sofremos a falta de material de campanha, os desajustes entre algumas candidaturas proporcionais e até a baixa participação d@s militantes. A evolução da campanha mostrou a força enraizada durante estes 26 anos de luta contínua nos movimentos sociais e o exemplo de um governo transformador em nossa cidade. A militância apareceu mesmo bombardeada ferozmente pela mídia. A cada “novo” furo jornalístico com amadorismos dos dirigentes nacionais nossa voz ficava mais forte e nossos olhos transpareciam a indignação e a convicção no bom debate que era travado casa a casa, pessoa a pessoa. As condições materiais também foram supridas. E tivemos em mãos vários tipos de panfletos, embora em nossa cidade o material para cavaletes de Olívio e Rossetto só chegasse a uma semana da eleição. As dificuldades financeiras devem ter sido grandes. Quanto as pendengas entre candidaturas proporcionais, isto é próprio de um partido grande como o PT e importante neste momento é que há apenas uma dobrada pra ser levada até o povo: LULA-OLÍVIO.

E o segundo turno está aí. Se nos atermos aos números, veremos que estamos em desvantagem, pois Lula não atingiu 50% mais um voto e muito menos Olívio que ficou ao redor dos 27% de votos. Pergunto: Donde tiraremos os votos para a vitória? E tento responder: 1. O segundo turno tem todas as características de uma nova eleição, com novas composições partidárias, onde poderemos angariar os apoios do campo mais a esquerda e até alguma coisa do centro, haja visto, Alckimim-Ieda representarem o que de mais reacionário temos na política gaúcha e brasileira. PDT, PSB, PSOL, PV devem ser encarados como possíveis aliados. Dentro de um acordo programático permitindo a contribuição daqueles partidos que estejam dispostos a somar forças conosco sem, no entanto perder a noção do tamanho da sua representatividade. 2. É próprio do segundo turno uma disputa mais “quente” por tratar-se de duas candidaturas vencedoras do primeiro turno. Momento em que não devemos titubear no enfrentamento. Será importante que o militante não desanime na luta pelo voto. A diferenciação entre nós e eles deve ser o fio condutor dos argumentos. 3. A disputa no segundo turno também sucinta uma maior atenção por parte da população. Papel crucial terá os tempos iguais de rádio e televisão, antes eles tinham quase 50% a mais que nós. A linha da propaganda deve ser comparativa/propositiva/agressiva. 4. O combate as besteiras que hoje contaminam o bom debate, como por exemplo: mensalão, sanguessuga, dólar na cueca, na mala, Valdomiro Diniz, Correios, dossiê e tantas outras que a mídia faz questão de superdimensionar deve ser feito com seriedade daqueles que já estão a responsabilizar os envolvidos e como Lula disse um dia “cortando na carne se preciso”. Questões como pedágios, aumento de aposentados, Ford, taxa de juros mais alta do mundo, crescimento baixo devem ser esmiuçadas ao extremo para que não pairem dúvidas sobre as nossas posições referentes a esses assuntos. 5. A crença de defendermos um projeto integrador daquelas pessoas que mais precisam baseado em formas modernas e conscientes de inclusão da população como, por exemplo, o O.P. estadual, incentivos para inclusão da juventude no mercado de trabalho, criação de universidades, abertura de vagas em universidades pelo PROUNI, retaliação a ALCA, fim da dependência junto ao FMI, alavancamento do Brasil como potência mundial entre tantos outros motivos nos dão o combustível necessário para travarmos um bom debate e sairmos vitoriosos.

Travemos o bom debate
Uma boa luta para nós
É Lula lá e Olívio aqui

23 de setembro de 2006

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